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  • Hamilton Zambiancki

Preset: usar ou não usar em um ensaio fotográfico?

Esses dias eu estava no Instagram e comecei a perceber várias propagandas e posts patrocinados anunciando a venda de pré-definições de fotografia, os chamados presets. E aí parei pra pensar se isso é algum tipo de nicho de mercado, uma mania, ou até mesmo um modismo? Aí a pergunta: o que tá dando nesse povo que tá lançando tanto preset como produto, ultimamente?


Por conta da curiosidade, acabei fazendo uma pesquisa rápida no Google com o termo presets de fotografia e obtive cerca de 8 milhões, 440 mil resultados. E se colocar o termo entre aspas, que limita a busca às duas palavras associadas, o resultado é de 68 mil e 500.


Claro que nem todos os resultados são exatamente o que se espera. Tem muita coisa que não tem nada a ver com o assunto pesquisado, mas pelo menos 80% desse número traz sites com explicações, tutoriais, vendas e até downloads gratuitos de presets para serem usados em programas de edição de fotografias.


Pois bem, antes de qualquer coisa, as pessoas precisam entender, principalmente quem quer atuar no ramo da fotografia, que ela [a fotografia, no caso] não é algo feita em lote, tipo produção industrial, onde tudo sai igual, da mesma forma e com o mesmo resultado. Isso, pois Cada foto é uma foto e cada uma delas tem sua própria característica e identidade.


Não acho um erro o fotógrafo utilizar um preset, desde que seja com inteligencia e que este seja criado por ele próprio. Agora, pagar para utilizar uma pré-definição feita por outro fotógrafo, acho que é um processo não muito inteligente.


Vamos aos fatos! Se você compra um pacote de preset alheio, talvez o resultado na foto que você utilizou não fique como o esperado. Isso porque, mesmo após a aplicação do preset, pode ser que seja necessário mexer no tratamento para conseguir resultado esperado. Afinal, aquela pré-definição foi criada a partir de uma outra imagem, com uma luz específica, com a medição de fotometria em outro lugar e assim por diante. Por isso, se você partir do zero, do arquivo bruto da foto, talvez precise mexer menos em contraste, exposição, saturação, ajustes de cor a cor e etc.


Mas veja bem, de fato, automatizar parte do trabalho, especialmente se for no momento de pós produção é muito bom, sim. Quando as imagens são tratadas no Lightroom, por exemplo, você pode trabalhá-las em lote, criando uma pré-definição para aquele trabalho específico, corrigindo aspectos como contraste, temperatura, cores e etc. Mas é válido dizer que essa pré-definição faz sentido porque, antes de tudo, foi criado por você mesmo e que faz parte apenas de um primeiro ajuste. A partir daí, fazer o tratamento fino de cada foto. Isso é usar a automação de forma inteligente, o que é diferente de pegar algo pronto, criado e ajustado por um outro fotógrafo e pensar que aquilo vai funcionar com o teu material.


No meu caso, em se tratando de ensaios fotográficos de casais, por exemplo, o uso de presets é ainda menos útil. Como a quantidade de fotos após a edição ser menor, trabalho individualmente cada imagem de forma única, o que pode gerar um resultado ainda mais criativo e espetacular.


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